Seja sempre bem-vindo e aproveite para visitar nossas outras páginas


n'a Era do Rádio

 

A primeira transmissão de Rádio no Brasil

 
A primeira transmissão radiofônica realizada no Brasil ocorreu na Exposição do Centenário da Independência do Brasil em 1922, mas a primeira estação a transmitir regularmente foi a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro - PRA-A - inaugurada por Roquete Pinto e Henrique Moritze, em 20 de abril de 1923. A esses dois pioneiros juntaram-se outros como Elba Dias que fundou logo a seguir a Rádio Clube do Brasil - PRA-B e um grupo pernambucano que em 17 de outubro de 1923 iniciou as trasmissões da Rádio Clube de Pernambuco.
 
Os primeiros anos do rádio foram difíceis: muita música clássica, muita ópera e muita colaboração graciosa de alguns artistas da sociedade. Aos poucos, porém, foi se firmando e ao final de 1926 e início de 1927, quando as gravações deixaram de ser mecânicas para se tornarem elétricas, surgiram os primeiros artistas para disputar a preferência dos ouvintes: Gastão Formenti, Vicente Celestino, Francisco Alves, Patrício Teixeira, Augusto Calheiros, Elisinha Coelho, Albênzio Perrone, Mário Reis e outros.
 
Mais emissoras foram aparecendo: Rádio Educadora, Rádio Mayrink Veiga, Guanabara, Cajuti, Ipanema, Jornal do Brasil, Tupi, Philips (depois Nacional), Transmissora (depois Globo) e assim sucessivamente.
 
Em 1930, pode-se dizer, o rádio estourou no Brasil dando início ao que se pode chamar de a Era do Rádio no Brasil. Foi o maior veículo de comunicação, divertimento e formação cultural no país até meados da década de 60 quando a Televisão tomou-lhe o lugar, embora o rádio mantenha ainda o privilégio de ser o maior veículo de comunicação.
 
 
https://www.collectors.com.br/CS05/index.shtml

 

Fundada em 21 de janeiro de 1926, a Rádio Sociedade Mayrink Veiga foi um dos berços da Era do Rádio. Desde o fim dos anos 20, e, principalmente, após o radialista César Ladeira assumir sua direção artística, em 1933, a emissora abriu seus microfones para os maiores craques da Música Popular Brasileira da época: Francisco Alves, Silvio Caldas, Vicente Celestino, as irmãs Carmen e Aurora Miranda, Noel Rosa, Gastão Formenti, Carlos Galhardo e Moreira da Silva, entre outros.

>> Leia mais

 

Galeria de Fotos 

Ângela Maria - Cauby Peixoto I - Dalva de Oliveira - Dorival Caymmi - Elizeth Cardoso - Isaurinha Garcia - Luiz Gonzaga - Lupicínio Rodrigues - Rádionovela - Rádio I - Victor Costa - Emilinha Borba - Carmen Miranda - Rádio II - Cezar Ladeira, R Nacional - Cauby Peixoto II - Roquete Pinto I - Roquete Pinto II - Francisco Alves - Linda Batista - Operador - Ary Barrozo - Marlene e Emilinha Borba - Jorge Goulart no canto esquerdo, ao lado de Miltinho, Rodrigo Faour (pesquisador musical) e Roberto Silva - Lana Bittencourt - Leny Everson - Paulo Gracindo - Família ouvindo Rádio.

Clique nas imagens para ver em tamanho original e com o efeito lightbox - Fonte de imagens: Internet

A partir de 1919 começa a chamada "Era do rádio"

 
O microfone surge através da ampliação dos recursos do bocal do telefone, conseguidos em 1920, nos Estados Unidos, por engenheiro da Westinghouse.
 
Foi a própria Westinghouse que fez nascer, meio por acaso, a radiofusão. Ela fabricava aparelhos de rádio para as tropas da Primeira Guerra Mundial e com o término do conflito ficou com um grande estoque de aparelhos encalhados. A solução para evitar o prejuízo foi instalar uma grande antena no pátio da fábrica e transmitir música para os habitantes do bairro. Os aparelhos encalhados foram então comercializados.
 
A primeira transmissão radiofônica oficial no Brasil, foi o dircurso do Presidente Epitácio Pessoa, no Rio de Janeiro, em plena comemoração do centenário da Independência do Brasil, no dia 7 de setembro de 1922. O discurso aconteceu numa exposição, na Praia Vermelha - Rio de Janeiro e o transmissor foi instalado no alto do Corcovado, pela Westinghouse Electric Co.
 
Para se ter uma idéia de porque a época ficou conhecida como a "Era do Rádio", nos EUA o rádio crescia surpreendentemente. Em 1921 eram 4 emissoras, mas no final de 1922, os americanos contavam 382 emissoras.
 
A chegada do rádio comercial não demorou. Logo as emissoras reivindicaram o direito de conseguir sobreviver com seus próprios recursos. A pioneira no rádio comercial foi a WEAF de Nova Iorque, pertencente à Telephone and Telegraf Co..  Ela irradiava anúncios e cobrava dois dólares por 12 segundos de comercial e cem dólares por 10 minutos.
 
O "pai do rádio brasileiro" foi Edgard Roquete Pinto. Ele e Henry Morize fundaram em 20 de abril de 1923, a primeira estação de rádio brasileira: Rádio Sociedade do Rio de Janeiro. Foi aí que surgiu o conceito de "rádio sociedade" ou "rádio clube", no qual os ouvintes eram associados e contribuíam com mensalidades para a manutenção da emissora.
 
O Dia Mundial das Telecomunicações é comemorado em 17 de Maio porque foi nesta data, em 1865, que institui-se a "União Telegráfica Internacional".
 

Incrível era do Rádio  e-mail  Escrito por João Rocha  

O rádio criou mitos, imortalizou profissionais e cativou ouvintes nos mais remotos cantos. Integrou a nação. Mesmo depois da televisão, assegura seu espaço: contra 38 milhões de televisores, temos hoje mais de 70 milhões de rádios. Sua história inclui conquistas e lutas travadas com paixão, presença de espírito e criatividade.
 
7 de setembro de 1922. O País comemora o centenário da Independência. Na capital da República, o povo aguarda a inauguração da Exposição Internacional do Rio de Janeiro. Corre boca a boca que uma revolução está por vir: uma tal de transmissão radiofônica. 
O presidente Epitácio Pessoa dá início às festas. E fala através de 80 alto-falantes espalhados pela área da exposição. Lança o País nas ondas do rádio. 
 
No meio da multidão, um antropólogo atônito. Ninguém por ali sabia ao certo como a novidade seria usada. Roquette-Pinto vislumbrava: enfim, os milhões de analfabetos do País teriam oportunidade de receber informações que não conseguiam extrair de livros e publicações periódicas.
 
Em abril de 1923, Roquette inaugura a primeira emissora do País, a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro. Divulga ópera, música clássica, palestras. Surgem similares. Nenhuma desperta interesse. 
 
O cenário muda na década de 1930. Com o barateamento dos aparelhos e uma legislação favorável à publicidade, o rádio conquista o Brasil. É o primeiro passo rumo à disseminação do rádio; o início da indústria cultural brasileira.
 
Brasileiro inventa rádio e italiano leva a fama
 
O gaúcho Roberto Landell de Moura ordenou-se padre em 1886, aos 27 anos. Mas não foi o sacerdócio que lhe reservou lugar na História. Interessado em ciências, este jesuíta iniciou, em 1892, experiências com a transmissão de voz sem uso de cabos. 
 
Em 1893, um ano antes do italiano Guglielmo Marconi, tido como criador do rádio, Landell realizou demonstração do invento em São Paulo. Transmitiu sua própria fala da Avenida Paulista para o Alto de Santana, a 8 km. E, segundo relatos, com melhor qualidade que o aparelho de Marconi. 
 
A imprensa fez alarde, mas o padre foi execrado. Chamaram-no de louco, impostor, bruxo. Não teve apoio oficial algum. Desiludido, abandonou os experimentos. Deixou para trás as patentes do transmissor de sons (ondas hertzianas), do telefone e do telégrafo sem fio. Dedicou-se ao sacerdócio até morrer, aos 67 anos, em 1928, na mesma Porto Alegre onde nasceu.
 
Programa é batizado em pleno ar
 
Domingo, 14 de fevereiro de 1932. O locutor aciona o microfone e anuncia, com voz impostada: 
A Rádio Philips do Brasil, PRA-X, vai começar a irradiar o Programa... 
Silêncio no estúdio. Ninguém tinha pensado num nome para a atração comandada pelo pernambucano Ademar Casé. 
 
...Casé. Programa Casé. – arremata o speaker, para alívio geral. 
 
O improviso não atrapalhou a trajetória de um dos mais famosos programas de todos os tempos. O rádio dava os primeiros passos, quase amador. Mas Casé já sabia que a melhor aposta estava numa programação popular. Mandava ao ar humorísticos, teatro, paródias, histórias reais dramatizadas. 
Nada de música erudita. O negócio era samba. Acabou revelando Carmen Miranda, Sílvio Caldas, Francisco Alves, Donga, Elizeth Cardoso, Noel Rosa. 
 
Era a época dos programistas, primeiros profissionais do rádio. Eles adquiriam tempo nas estações, criavam programas e vendiam espaços para os anunciantes. Redigiam, produziam, apresentavam. Faziam de tudo. 
Com tino comercial aguçado, Casé criou, ao lado do caricaturista e compositor Nássara, o primeiro jingle brasileiro. 
 
Era um fado, composto especialmente para o dono da Padaria Bragança: 
Oh! Padeiro desta rua / Tenha sempre na lembrança / Não me traga outro pão / Que não seja o pão Bragança.
 
Alô, Brasil! no ar, uma das cinco grandes do mundo
1936. O grupo do jornal A Noite entra para o ramo da radiodifusão. Às 21 horas de 12 de setembro, um gongo soa três vezes. Celso Guimarães anuncia: 
 
Alô, alô, Brasil! Está no ar a Rádio Nacional do Rio de Janeiro. 
Ao fundo, ouve-se Luar do Sertão, de João Pernambuco e Catulo da Paixão Cearense. Estreia a primeira grande emissora do País, a Estação das Multidões. 
A estrutura era inédita. Programação diversificada, transmissores potentes, estúdios bem equipados, elenco de estrelas. Logo se destacou. 
 
Em 1940, Vargas percebe que a emissora poderia ser eficiente instrumento para a afirmação do Estado Novo. Decreta sua encampação. A rádio não deixa de brilhar. 
Grande parte dos ídolos da época pertenciam a seu elenco fixo: Sílvio Caldas, Carlos Galhardo, Vicente Celestino.
 
A Nacional manteve-se no topo até 1964. Com o golpe militar, começava o declínio da emissora que chegou a ser uma das cinco maiores do mundo. 
Em julho de 2004 ela foi reinaugurada. Reforma, compra de equipamentos modernos, novos estúdios. E não podiam faltar as grandes estrelas. Depois de décadas, Cauby Peixoto, Marlene, Jamelão e Emilinha Borba estavam de volta ao antigo auditório da Praça Mauá.  
 
Povo descobre a língua nacional 
 
Auge da Rádio Nacional. Em viagem pelo País, dirigente da estação encontra moça com sotaque carioca numa fazenda de cacau da Bahia. "Há quanto tempo a senhorita não vai ao Rio?" E ela: "Nunca fui lá." "Não é possível, a senhorita fala como uma carioca!" "Claro, a Rádio Nacional nos ensina a falar direitinho."
 
Repórter tão pontual que servia para acertar relógio 
 
Som de fanfarra e clarim na Rádio Nacional. Às 12h55 de 28 de agosto de 1941, uma frase ecoa pelo Brasil: 
Aqui fala seu Repórter Esso, testemunha ocular da História.
 
Estreava o radiojornalismo brasileiro. Exatidão, pontualidade. Quem ouvia o prefi xo fora de hora, já sabia: algo muito importante tinha acontecido. 
Em 1952, o programa foi para a TV Tupi. Brilhou por mais 19 anos, até que no dia de 31 de dezembro de 1971 "o primeiro a dar as últimas" apresentou sua edição derradeira. Os brasileiros, habituados a acertar o relógio pela precisão do noticiário, tiveram que procurar outro programa. 
 
Precisa-se de cantor 
 
Meados da década de 1930. Rádios pipocam e se profissionalizam. Oferecem contratos de exclusividade e salários tentadores. Um efeito colateral não estava previsto: a falta de artistas. Ary Barroso chega a pôr anúncio em jornal: 
"Precisa-se de um cantor." 
 
De recorte na mão, aparece um sujeito. Seu nome? Orlando Silva. 
 
Para revelar novas estrelas, surgem os arrasadores programas de calouros. Entre os pioneiros, Celso Guimarães (Cruzeiro do Sul, de São Paulo) e Edmundo Maria (Cruzeiro do Sul, do Rio). Sucesso imediato. Depois vêm Ary Barroso, com Calouros em Desfile, na Tupi carioca; A Hora do Pato, de Heber Bôscoli, na Nacional; Papel Carbono, de Renato Murce, na Rádio Club do Rio.  
 
Deuses do Olimpo sonoro 
 
Porte elegante, cabelos empastados com brilhantina, terno escuro à Gardel. Era o Rei da Voz. Durante quase 30 anos, Francisco Alves dominou o dial das estações. Cantor de versões norte-americanas, tangos, boleros e sambas, lançou o samba-exaltação ao gravar, em 1939, Aquarela do Brasil, de Ary Barroso. Foi o cantor que mais gravou em 78 rotações: quase 500 discos. Sua morte, em acidente na Via Dutra, em 29 de setembro de 1952, abriu espaço para outro astro: Orlando Silva, o Cantor das Multidões.  
 
Mas, como o Olimpo da mitologia, o rádio dos anos 1950 não possuía apenas um deus. Tinha também Nelson Gonçalves, ex-boxeador criado no italiano bairro do Brás, em São Paulo; Ivon Cury, que ascende com sucessos como Xote das Meninas e Amendoim Torrado; Francisco Carlos, o Cantor Namorado do Brasil. 
 
E, para arrebatar os corações das moças casadoiras, Cauby Peixoto. Ele começou a cantar num programa de calouros da Tupi, em 1951. Três anos depois, já era celebridade. Um sucesso atrás do outro. Blue Gardenia (1954), Conceição (1956), Nono Mandamento (1957), Prece de Amor (1958). E muitos outros. 
Há quem diga que o rápido êxito se devia não apenas às qualidades de cantor. Seu empresário contratava mocinhas para "desmaiar" de emoção com o simples aparecimento do astro; encomendava ternos apenas alinhavados para que as fãs os rasgassem ao tocar o galã. 
 
Compra de voto abala a corte 
 
Em 1937, a cantora Linda Batista torna-se a primeira Rainha do Rádio, em concurso promovido no Iate dos Laranjas, barco carnavalesco atracado no Rio. Durante 11 anos reina soberana. Só perde a coroa quando a Associação Brasileira de Rádio reorganiza o concurso e elege sua irmã, Dircinha Batista. 
 
A eleição mais disputada aconteceu em 1949. Dividiu o Rio de Janeiro em territórios rivais, dominados por exércitos de fãs. Emilinha Borba dava como certa a vitória. Mas Marlene conseguiu o apoio da poderosa Companhia Antarctica. E com a compra de mais de 200 mil votos assegurou a virada no placar. O troco viria em 1953, quando Emilinha arrebatou a coroa com mais de 1 milhão de votos. No ano seguinte seria a vez da ex-operária tecelã Ângela Maria, sucedida por Vera Lúcia e Dóris Monteiro. 
 
O concurso era promovido pela Revista do Rádio, uma das mais lidas por todo o País. O compositor Miguel Gustavo, autor de "Pra Frente, Brasil" (1970), fez o primeiro sucesso em 1958 com a marcha de carnaval Fanzoca de Rádio, inspirado na revista:
 
"Ela é fã da Emilinha não sai do César de Alencar grita o nome do Cauby e depois de desmaiar pega a Revista do Rádio e começa a se abanar."
 
Leia mais >> https://www.almanaquebrasil.com.br/imprensa/8001-incrivel-era-do-radio.html

História

 
Era do Rádio (Old-time radio ou Golden Age of Radio, em língua inglesa) é o período que, nos Estados Unidos e outros países, compreendeu os anos de sucesso das emissoras de rádio. Nos EUA foram as décadas de 20  e  30, enquanto no Brasil o auge desse meio de comunicação ocorreu nos anos 40 a 50 do século XX. Até a chegada da televisão o rádio era o veículo de comunicação de massas com maior alcance e imediatismo.
 
A primeira transmissão de rádio realizada no Brasil ocorreu no dia 7 de setembro de 1922, durante a inauguração da Exposição do Centenário da Independência na Esplanada do Castelo. 
 
O público ouviu o pronunciamento do Presidente da República, Epitácio Pessoa, a ópera O Guarani, de Carlos Gomes, transmitida diretamente do Teatro Municipal. 
 
Desde 1922 as experiências com rádio-clubes vinham sendo realizadas; entretanto, foi somente em 1923 que Roquette Pinto inaugurou a primeira emissora de rádio, a Rádio Sociedade. 
 
No ano seguinte, foi inaugurada a Rádio Clube do Brasil. Em 1926, foi inaugurada a Rádio Mayrink Veiga, seguida da Rádio Educadora, além de outras da Bahia, Pará e Pernambuco.
 
A década de 30 marcou o apogeu do rádio como veículo de comunicação de massa, refletindo as mudanças pelas quais o país passava. 
 
O crescimento da economia nacional atraía investimentos estrangeiros, que encontravam no Brasil um mercado promissor. 
A indústria elétrica, aliada à indústria fonográfica, proporcionaram um grande impulso à expansão radiofônica.
 
1938 - 1945
 
Quando a Rádio Nacional foi fundada, no ano de 1936, o mundo inteiro ainda mal refeito da primeira Grande Guerra esperava pela eclosão de um novo conflito. 
 
No Brasil, Getúlio Vargas governava com aparência de alguma legalidade. Fora eleito por uma Assembléia Constituinte, por ele mesmo nomeada, em 1934. 
 
Entretanto, o golpe que viria a implantar o Estado Novo encontrava-se em gestação. O governo conseguira a pouco debelar a Intentona Comunista, liderada por Carlos Prestes. Foi neste cenário, que a Rádio Nacional foi concebida. 
 
A Rádio Nacional marcou a radiofonia no Brasil. Em seus quadros, brilhavam os talentos de Iberê Gomes Grosso, Luciano Perrone, Almirante, Radamés Gnattali e Dorival Caymmi. 
 
Em 1940, a Rádio Nacional foi encampada pelo governo de Getúlio Vargas, a programação ganhou novo formato, sob a direção de Gilberto de Andrade.
 
O auge do rádio no Brasil ocorreu a partir dos anos 40, quando o país assiste o surgimento de ídolos, novelas e revistas a expor o meio artístico. 
 
Dessa época são nomes como Mário Lago, Cauby Peixoto, Emilinha Borba, Paulo Gracindo, Janete Clair e muitos outros, que eram retratados na Revista do Rádio, de Anselmo Domingos.
 
Apesar de ter garantido por várias décadas papel de destaque na sociedade brasileira, em fins da década de 1950, com a concorrência da televisão, o rádio começou a perder prestígio, uma vez que a recente novidade reunia não apenas som, mas também imagem. 
 
Além do mais, ficava caro manter um cast de atores e atrizes.
 
 wikipédia 

A “era do Rádio” na Globo

 

A Minissérie que recriou o mundo da canção popular brasileira dos anos 1940 a partir de pesquisa nos arquivos da Rádio Nacional.

 
Adriana Esteves e Fábio Assunção Interpretaram o casal Dalva de Oliveira e Herivelto Martins na Minissérie sobre os anos dourados do rádio carioca. 
 
A riqueza musical e a conturbada relação afetiva de dois ícones da música brasileira, Dalva de Oliveira e Herivelto Martins, serão retratadas em minissérie pela Rede Globo. Com estreia programada para 4 de janeiro, Dalva e Herivelto – uma canção de amor (título provisório) terá cinco capítulos. 
 
A minissérie foi escrita por Maria Adelaide Amaral e tem direção geral de Dennis Carvalho. O casal foi interpretado por Adriana Esteves e Fábio Assunção. 
No elenco também estão Maria Fernanda Cândido e Yaçanã Martins, que na vida real é filha de Herivelto.
 
Estrelas da “era de ouro” da rádio brasileira, a cantora Dalva de Oliveira (1917-1972) e o compositor Herivelto Martins (1912-1992) ganharam notoriedade na Rádio Nacional e deixaram imortalizadas canções como Ave Maria no morro e Praça Onze. 
 
Mas a parceria que enriqueceu o cenário musical a partir dos anos 1940 teve como pano de fundo uma relação afetiva polêmica que durou 13 anos. 
 
“Raramente a paixão, desta forma virulenta, trouxe uma produção de tanta qualidade e de tanto sucesso”, avalia Maria Adelaide Amaral, ao lembrar que, após o fim do casamento, os dois expuseram suas dores e mágoas por meio de canções, embalando o Brasil em seus conflitos conjugais.
 
Para escrever o roteiro da minissérie, Maria Adelaide teve como principal fonte de pesquisa o arquivo da Rádio Nacional do Rio de Janeiro. “A emissora foi o maior celeiro de talentos musicais e humorísticos das décadas de 1940 e 1950 no Brasil”, destaca.
Reprodução
 
O prédio de A Noite, onde já funcionava a Rádio Nacional na década de 1930 Fundada em 1936, a Rádio Nacional (AM 1.130 kHz) ocupa até hoje os três últimos dos 22 andares do edifício do jornal A Noite, no coração da praça Mauá, Rio de Janeiro. Por seu caráter inovador, foi líder de audiência por duas décadas consecutivas. “Ela profissionalizou a rádio brasileira, antes feita na base da camaradagem. 
 
Todos os artistas, jornalistas e equipes de apoio eram contratados”, ressalta a doutora em comunicação Sonia Virgínia Moreira, que, junto com Luiz Carlos Saroldi, escreveu o livro Rádio Nacional: o Brasil em sintonia.
 
Para ela, a emissora foi uma “usina” da produção. Alguns programas lançaram ícones da música, como Ângela Maria, Cauby Peixoto, Marlene, Orlando Silva, Emilinha Borba e Noel Rosa. Outros, grandes atores e autores, como foi o caso do humorístico Balança mas não cai, com Paulo Gracindo, Walter D’Ávila e Brandão Filho, e das radionovelas, que revelaram Janete Clair e Dias Gomes. 
 
Seriados que ficaram na memória popular, como Jerônimo, o herói do sertão, também saíram daqueles estúdios. Não bastasse, a rádio também foi pioneira no radiojornalismo, com o Repórter Esso. Tudo feito ao vivo.
 
“A Rádio Nacional serviu de base para o formato da TV brasileira. Nos Estados Unidos, por exemplo, a base foi o cinema”, compara Sonia. “Hoje, o sucesso da telenovela tem a ver com a radionovela. 
 
O mesmo acontece com as minisséries, os programas humorísticos e de auditório.” Para a pesquisadora, a força da emissora veio de sua dupla origem: estatizada por Getúlio Vargas em 1940, ela recebia verbas do governo e também da publicidade. “Essa situação persiste até hoje”, lembra.
 
Para Sonia Virgínia Moreira, a Rádio Nacional foi a grande responsável pela disseminação da cultura brasileira, principalmente a música, e a primeira a atingir todo o país, quando passou a operar em ondas curtas em 1942. 
 
Preciosidades como a radionovela O direito de nascer, os discos que eram gravados durante os ensaios dos cantores e as partituras das músicas executadas ao vivo nos programas estarão disponíveis ao público através da internet. Não há um prazo definido, mas já começou o trabalho de digitalização de todo o acervo da Rádio Nacional.
 
Na sede da emissora, estão abrigados mais de 33 mil discos, entre LPS de 33 e 78 rotações e compactos simples. O arquivo contém ainda quase 1.500 fotografias, 595 registros de textos – somando 460 mil páginas – usados nas novelas, humorísticos, radioteatros, séries e outros programas, e quase 2.500 horas de gravações. Outra parte desse material encontra-se no MIS (Museu da Imagem e do Som) do Rio de Janeiro, com o nome de Coleção Rádio Nacional, também em processo de digitalização.
 
A intenção da EBC (Empresa Brasileira de Comunicação), responsável pela emissora, e do MIS é, além de tornar o patrimônio acessível ao público, garantir a preservação da história da Rádio Nacional, que se mistura com a história do país entre o fim da década de 1930 e a de 1950.
 
Solange do Espírito Santo
TV Globo/Divulgação
https://www2.uol.com.br/historiaviva/noticias/a_-era_do_radio-_na_globo.html

  

 

 

 

A Era do Rádio Trailer 

Gênero: Comédia

Direção: Woody Allen

Roteiro: Woody Allen

Elenco: Andrew B. Clark, Artie Butler, Barbara Gallo, Belle Berger, Brian Mannain, Bruce Jarchow, Crystal Field, Danielle Ferland, Danny Aiello, David Cale, David Mosberg, David Warrilow, Denise Dumont, Diane Keaton, Dianne Wiest, Dimitri Vassilopoulos, Don Pardo, Dwight Weist, Edward S. Kotkin, Fletcher Farrow Previn, Frank O'Brien, Gina DeAngeles, Greg Gerard, Gregg Almquist, Guy Le Bow, Hannah Rabinowitz, Helen Miller, Henry Cowen, Henry Yuk, Hy Anzell, Ira Wheeler, Ivan Kronenfeld, J.E. Beaucaire, J.R. Horne, Jackson Beck, Jane Jarvis, 

 

 

 

 


 


60 anos do Rádio no Brasil

a Época de Ouro do Rádio

Relata a história fascinante do rádio, deste sua criação até os tempos atuais, sua evolução e importância para a o mundo.

>> baixar vídeo I  39 MB  >> baixar vídeo II  63.1 MB

A Época de Ouro do Rádio no Youtube

>> Parte 1

>> Parte 2

A ERA DO RÁDIO  Memória e História

 

 

Lia Calabre   doutora em História
Pesquisadora da Fundação Casa de Rui Barbosa

>> Baixar em PDF   

36 KB

No Tempo das Rádionovelas

>> Baixar em PDF

206 KB

Ir para:

>> Osmar Frazão "A Enciclopédia da Música Popular Brasileira". 

>> A era do Rádio Teatro