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Rádio Nacional

A Rádio Nacional, inaugurada em 1936, marcou a radiofonia no Brasil. Em seus quadros, brilhavam os talentos de Iberê Gomes Grosso, Luciano Perrone, Almirante, Radamés Gnattali e Dorival Caymmi. Com a encampação da Rádio Nacional pelo governo de Getúlio Vargas, em 1940, a programação ganhou novo formato, sob a direção de Gilberto de Andrade. O programa Um Milhão de Melodias, sob a regência de Radamés Gnattali, estreou com sucesso em 1943, tendo como patrocinador a Coca-Cola, que lançava seu refrigerante no Brasil. Almirante passou a apresentar diversos programas que registravam, a partir do valioso acervo do próprio radialista, a história da música popular brasileira, destacando-se A História do Rio pela Música, Clube dos Fantasmas e Vida Pitoresca e Musical dos Compositores da nossa Música Popular.

https://www.brasilcultura.com.br/perdidos/a-era-do-radio/

 

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Ângela Maria - Cauby Peixoto I - Dalva de Oliveira - Dorival Caymmi - Elizeth Cardoso - Isaurinha Garcia - Luiz Gonzaga - Lupicínio Rodrigues - Rádionovela - Rádio I - Victor Costa - Emilinha Borba - Carmen Miranda - Rádio II - Cezar Ladeira, R Nacional - Cauby Peixoto II - Roquete Pinto I - Roquete Pinto II - Francisco Alves - Linda Batista - Operador - Ary Barrozo - Marlene e Emilinha Borba - Jorge Goulart no canto esquerdo, ao lado de Miltinho, Rodrigo Faour (pesquisador musical) e Roberto Silva - Lana Bittencourt - Leny Everson - Paulo Gracindo - Família ouvindo Rádio.

Rádionovelas

O Direito de Nascer
 
Em 1951, foi ao ar pela Rádio Nacional o maior fenômeno de audiência em radionovelas em toda a América Latina: era O Direito de Nascer. Texto original de Felix Caignet com tradução e adaptação de Eurico Silva. O original possuía 314 capítulos o que correspondia a quase três anos de irradiação. No elenco estavam Nélio Pinheiro, Paulo Gracindo, Talita de Miranda, Dulce Martins, Iara Sales, entre outros. 
 
O Direito de Nascer surpreendeu a todos os críticos e a todas as previsões que afirmavam que o rádio-teatro era um gênero em decadência e que o público brasileiro não se interessava por longas tramas.
 
Autores da Rádio Nacional
 
Em um levantamento sobre as radionovelas transmitidas pela Rádio Nacional no período entre 1941 e 1959, foram localizados 807 títulos e um total de 118 autores. 
Desse total de autores, 23 deles foram responsáveis por 71,6% do total das novelas irradiadas através da Rádio Nacional.
 
Os resultados obtidos foram os seguintes: Oduvaldo Vianna (75 novelas), Gastão P. Silva (75 novelas), Carlos Gutemberg (64 novelas), Raimundo Lopes (31 novelas), Amaral Gurgel (30 novelas), Ghiaroni (28 novelas), Eurico Silva (28 novelas), Cícero Acaiaba (24 novelas), Otávio Augusto Vampré (21 novelas), Mário Brassini (20 novelas), Hélio do Soveral (18 novelas e mais de 400 histórias para o famoso Teatro de Mistério), Dilma Lebon (18 novelas), Dias Gomes (16 novelas), Mário Faccini (16 novelas), Luiz Quirino (16 novelas), Ivani Ribeiro (16 novelas), Herrera Filho (15 novelas), Janete Clair (13 novelas), Gilberto Martins (12 novelas), Saint-Clair Lopes (11 novelas), Walter Foster (10 novelas), Moysés Weltman (17 novelas) e Álvaro Aguiar (10 novelas).
 
Decadência
 
O custo da produção das radionovelas era muito alto e com o crescimento da televisão, ocorreu um fenômeno de migração da verba publicitária para o novo veículo. Isso explica, em grande parte, o abandono do gênero radionovela pelo rádio. Ao longo da década de 1960, algumas emissoras ainda mantinham alguns horários de radionovelas ou de programas de rádio-teatro. 
 
Mas na década de 1970 o gênero desapareceu, apesar de algumas tentativas isoladas de reativá-lo. E com isso a radionovela foi se adaptando à nova era das televisões. Todas as radionovelas foram refeitas para as telenovelas. Na década de 70 praticamente não existiam mais radionovelas, só nas cidades do sul, mas ao poucos foram saíndo do ar, por causa das adaptações à televisão.
 
Curiosidades
 
Para fazer a sonoplastia tanto de fogo, quanto de chuva usa-se o mesmo recurso: amassar lentamente, diante do microfone, um pedaço de celofane.
Muitos acreditavam que as radionovelas jamais alcançariam sucesso, alegando que eram "infindáveis", que "ninguém iria acompanhar". Curiosamente, as radionovelas deram origem às telenovelas, que hoje fazem imenso sucesso no Brasil e no mundo
.
Eram irradiadas, inicialmente, às segundas, quartas e sextas-feiras ou às terças, quintas e sábados. As durações eram variadas, iam de dois meses até dois anos, como foi o caso de Em busca da felicidade, que foi irradiada de 1941 até 1943, e Direito de Nascer, que ficou três anos.
 
A primeira radionovela em Cuba foi ao ar em 1931 e na Argentina em 1935. 
Cuba se tornou um grande exportador de novelas radiofônicas para toda a América Latina. Esta situação está bem ilustrada no romance de Vargas Llosa, Tia Júlia e o Escrivinhador, ambientado em Lima, na década de 1950.
 
A iniciativa de colocar a novela Em busca da Felicidade no ar partiu da Standart Propaganda, a agência de propaganda do Creme Dental Colgate.2
O público alvo das radionovelas era o feminino, os grandes anunciantes desse tipo de programação eram os fabricantes de produtos de limpeza e de higiene pessoal. 
 
Uma pesquisa do IBOPE, realizada em janeiro de 1944, apontava a seguinte audiência para o período de 10h às 11h da manhã: 69,9 % de mulheres, 19,5% de homens e 10,6% de crianças.
 
A Rádio Nacional, em especial, liderava a audiência em praticamente todos os horários. Concorria de igual para igual com outras emissoras, como a Rádio Tupi.
 
wikipédia

 

Jerônimo, o Herói do Sertão

 
Jerônimo, o Herói do Sertão foi o nome de uma radionovela brasileira de bastante sucesso e que recebeu adaptações para a televisão, cinema e histórias em quadrinhos.
 
Jerônimo, o Herói do Sertão, foi criada em 1953 por Moysés Weltman para a Rádio Nacional, bastante influênciada pelo faroeste americano, a radionovela ficou 14 anos no ar.
 
Em 1972, Jerônimo é adaptado para a televisão pela TV Tupi. O protagonista foi interpretado por Francisco di Franco, o comediante Canarinho era o Moleque Saci e Eva Christian, Aninha.
 
Em 1984, Jerônimo ganhou um remake do SBT. Francisco di Franco interpretou novamente o herói e a atriz Suzy Camacho interpretou Aninha.
O remake não fez tanto sucesso como a versão anterior e foi encerrado em 1985. O SBT ainda o reprisaria em 1991 novamente obtendo pouca audiência.
 
Em 1972, a radionovela foi adaptada para o cinema, nesse filme Jerônimo foi interpretado por Adolpho Chadler (que além de atuar foi diretor e produtor do filme).
 
Em 1957, Jerônimo ganhou uma revista em quadrinhos pela Rio Gráfica Editora escrita pelo próprio Moysés Weltman e desenhada por artistas como Edmundo Rodrigues e Flavio Colin.
 
No final da década de 1970, uma nova revista foi publicada pela Bloch Editores, foram públicadas apenas 3 edições, novamente desenhada por Rodrigues. >> Wikipédia
 
Jerônimo "O Herói do Sertão" - O Caso do Atirador de Facas (Punhal)
 
Na Radionovela da Rádio Nacional os excelentes interpretes eram: 
Jerônimo, o Rádio-ator Milton Rangel - Moleque Saci, o Rádio-ator Cauê Filho e Aninha (noiva de Jerônimo), as Rádio-Atrizes: Dulce Martins, posteriormente Neusa Tavares e em 1963 Isis de oliveira.

A CANÇÃO do JERÔNIMO
composição de Lourival Faissal e Getulio Macedo
 
Quem passar pelo sertão 
Vai ouvir alguém falar 
No herói desta canção
Que eu venho aqui cantar
 
“Se é” pro bem vai encontrar 
Um Jerônimo protetor
“Se é” pro mal vai enfrentar 
Um Jerônimo lutador
 
Filho de Maria Homem, nasceu 
Cerro Bravo foi seu berço natal
Entre tiros e tocaias cresceu
Hoje luta pelo bem contra o mal
 
Galopando está em todo lugar
Pelos pobres a lutar sem temer
Com o Moleque Saci pra ajudar
Ele faz qualquer valente tremer
 

>> Casa da palavra

As Aventuras do Anjo

 
As Aventuras do Anjo foi o nome de uma radionovela brasileira.
 
"As Aventura do Anjo" foi uma radionovela da década de 1950 criada pelo radioator Àlvaro Aguiar para a Rádio Nacional. A história girava em torno do "Anjo", um milionário que combatia o crime. O protagonista era interpretado pelo próprio Álvaro Aguiar.
 
A radionovela foi adaptada para história em quadrinho por Flavio Colin pela editora RGE em 1959.
Uma diferença entre a radionovela e as histórias em quadrinhos é que no rádio, as aventuras do Anjo tinham como cenário os Estados Unidos, já nas revistas em quadrinhos, o cenário era o Brasil.
 
Em 1990, o Anjo ganhou uma versão cinematográfica chamada O Escorpião Escarlate. O Anjo se chama Álvaro Aguiar e é interpretado pelo ator Herson Capri. O título do filme se refere ao vilão homônimo, arquiinimigo do Anjo.
 

Jerônimo na TV - Abertura da novela

>> Ver mais

JERÔNIMO, O HERÓI DO SERTÃO no Cinema

Categorias
Longa-metragem / Sonoro / Ficção
Material original
35mm, COR, 90min, 2.468m, 24q, Eastmancolor
Data e local de produção
Ano: 1971
País: BR
Cidade: Rio de Janeiro
Estado: GB
Data e local de lançamento
Data: 1972.01.13
Local: Rio de Janeiro
 
Exibido a 18.01.1972 em São Paulo, no República.
Sinopse
"Um enorme diamante - 'Rainha do Sul' - é roubado em pleno sertão. Uma firma seguradora de Londres apela para Jerônimo. A fim de recuperar a pedra, Jerônimo, Aninha e Saci têm que enfrentar uma estranha família: a viúva Tabarra, velha senhora, é na verdade chefe de uma quadrilha composta por seus filhos que, por ironia, ostentam nomes bíblicos: Eliezer, Ebenezer, Ezequiel e Esaú. Apenas a filha, Jezebel, que se apaixona por Jerônimo, revela bom caráter e o ajuda. Após muitas proezas, que redundam na morte da maioria dos filhos da viúva, Jerônimo recupera o diamante e encaminha para as grades os remanescentes da quadrilha." (ALSN/DFB-LM)
 
Gênero: Aventura... >> leia mais

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